
"Amar é romper", deduzia.
Porque ela é daquelas que repete para si: que há saída. Por isso o medo: medo de que mesmo essa repetição faça parte do círculo vicioso de reincidências absurdas. Medo de se repetir e não provar a mudança.
Ela ainda tem muito o que aprender.
t. prates
"Continuação" (pois que aprender é pra sempre) da postagem Das passagens.
"A própria luta para atingir os píncaros
basta para encher um coração (...).
É preciso imaginar Sísifo feliz."
(A. Camus)
39 comentários:
Todos temos muito que aprender. Estava pensando... agente aprende mas se não passarmos para outras pessoas o que aprendemos, o nosso conchecimento é em vão. Acaba quando agente acaba, entende? Simples né?
Bjos com ternura.
Amar não é romper.
Amar é se doar,
ainda que ciente
do risco ou certeza
da ruptura.
Temos, sim,
muito o que aprender...
Um beijo, amiga!
Oi Talita, belo e expressivo texto que aborda vários aspectos ou facetas da complexidade humana, apontando de forma leve sentimentos intensos como o medo. Freud dizia que a repetição é a face da morte... mas há coisas que só aprendemos quando se repetem e há coisas que sempre desejamos que se repitam , como os gestos de amor... Bj com carinho.
O mito representado na imagem diz tudo...
Seu texto diz mais ainda...
Beijo, Talita!
Nunca tive medo dessas reincidências, mas passei a ter. Não da boca pra fora, de verdade mesmo. Pois sei que muito do que não queria se repetirá. E dói muito até as reincidências irem embora.
Talita, gostei do seu blogue e da tua escrita. Vez ou outra te respondo no twitter, mas acho que nunca percebe, pois notei que você tuita da web. Se quiser, baixe um programinha chamdo tweetdeck. http://www.tweetdeck.com/beta/
Esse programinha separa em uma coluna só todas as vezes que te respondem, retuitam ou mencionam.
Bom, vou ler o post das Passagens, que gerou este e lincar o seu blogue na Coluna Fantasma. Tens muito talento!
Beijocas!
uem sou eu pra comentar qualquer coisa, Talita. Sísifo era o mais "argiloso dos homens", no primeiro epípeto que se refere a ele na mitologia. A palavra "ardil" tem etimologia controvérsia, mas está relacionada a "Arder"...
Camus, como vc citou, no diz pra imaginar um Sísifo feliz, ou seja, assumir o absurdo da condição humana sem recuar; a bem da verdade,(como me explicou um amigo mais entendido no assunto) Camus peca por excesso de racionalismo e fecha-se num limite seguro.
mesmo "o homem revoltado" recuou, Talita. Esse "medo" nas "reincidências" é próprio do humano.
: )
Que as mudanças se repitam, então, para o bem!
Beijos, moça!
Ps.: Senti sua falta lá no blog.
Somos mesmo seres muito complexos... reincidimos nos mesmos velhos erros, mas sempre buscando acertar.
Bjs.
Mas tem medo.
Faz um tempo que eu escrevi sobre a nossa velha conhecida "compulsão à repetição" lá no mue cantinho. E a gente sempre teme que cada nova atitude seja mais uma repetição, mais um truque do nosso inconsciente para que sigamos cometendo os mesmos erros, para persistirmos em nossa neurose. Mas o nosso velho e bom amigo Freud dizia que até a gente elaborar o conflito, vamos ter que repetí-lo e repetí-lo, até estarmos prontos para elaborá-lo e, quem sabe, finalmente, MUDAR. Então podemos até repetir erros, padrões ou condutas, mas nunca podemos faltar com a CORAGEM de seguir tentando... Porque temos mesmo muuuito a aprender.
Beijão!
TEntarei tudo de novo, sempre de uma outra forma; e é disso que se trata tudo, porque o dia em que tudo estiver pronto, o mundo terá acabado; e eu ainda quero mudar muito em mim, pra continuar seguindo, junto com o mundo, que precisa aprender tanto (e eu também). Belo poema, pelo tema, bela ilustração. Um beijo, Cynthia
Talita,
Se há saída, e eu creio que há, e creio que ela só se abre para quem enfrenta o medo e vence-o quando se dá conta que nada se repete, que não há repetição possível, coisa que em algumas circunstâncias pode resultar em um outro medo: o medo do desconhecido. Muitas vezes, inclusive, acreditamos que tememos repetir situações que nos causaram dor quando, na realidade, estamos nos utilizando inconscientemente deste argumento para não enfrentarmos situações absolutamente novas. Um novo amor também trará inexoravelmente novas dores, mas são novas, não são e não podem ser as mesmas, e se são da mesma natureza a culpa é exclusivamente de quem as sente, e é assim porque negou-se a aprender com a situação que a causou, pois, em regra, as dores do amor não decorrem dele próprio, são apenas conseqüência dos nossos preconceitos, das nossas expectativas, do amor próprio ferido, da tendência que todos temos de atribuir a realização da nossa felicidade a outra pessoa ou grupo de pessoas.
Mas somos assim mesmo, porque somos humanos.
Ótimo texto.
Beijos
As repetições são inevitaveis, mas a a cada repetição há uma resposta diferente. Nunca a consequencia é a mesma, mesmo vindo de uma mesma história. "Tudo que é reto mente, a verdade é curva."
Talita, minha querida, sempre que venho aqui me impressiono mais, vc consegue me impressionar mais com a riqueza da sua reflexão, da sua relação com a escrita, seus sentimentos tão bem transformados em palavras... Incrível mesmo!! É uma honra tê-la conhecido e estar "convivendo" com vc. Mais uma vez, parabéns. E beijos!
Ela me faz arrepiar. Ela é você viu? Bjs.
Belo texto, Talita!
É repetindo as coisas que vamos reformulando e refazendo os mesmo processos de novos jeitos, até que estes não nos machuquem mais!
Que o medo nunca consiga nos paralisar a ponto de não tentarmos mais um vez!
E sigamos na luta, aprendendo sempre...
Um final de semana iluminado pra ti,
Bjão, Amiga!
Eu te agradeço pelas palavras tão generosas lá pelo dogMas... obrigado.
O aprendizado é eterno, principalmente nas questões do amor... tão superficiais, mas por certo tão imperativas.
Grande bj moça.
-
concordo.
aprender fica guardado na caixa das coisas pra sempre!
beijo meu
.
Li um pouco de mim na
primeira parte e, hoje,
continuei a ler.
Aprendemos sobre vida com
a vida que levamos... e os
sentimentos são a base de tudo.
Não desistemos!
Um dia encontraremos um cais
onde se recupere tudo o que
um dia deixamos levar.
Um abraço!
O mito de Sísifo é perfeito para o poema...aliás, esse medo é o q mais deve aparecer em terapia,não?A gente faz tudo pra mudar, mas é tãããõ difícil...
Talita
Vim te ver e gostei de estar aqui!
Bj
Lí
Muita gente falando de amor. Todos os blogs que acompanho existe amor.
Que seja então na utopia..
: )
BJU MOÇA.
Repetir, reincidir... isso é uma espécie de suplício que acaba por fazer medo. É presiso, por isso, quebrar o ciclo vicioso e mergulhar de cabeça na mudança.
Belo texto querida amiga.
Bom fim de semana e bom feriado.
Beijos.
Medo todos nós temos...o que fazer com ele é a questão..temos muito que aprender sempre! Texto dos bons. beijo.
Temos todos muito a aprender... O tempo todo. Afinal, viver é este aprendizado.
E por aqui também se aprende, Talita. Teus textos são sempre tão maduros, que me impressionam.
beijos.
Sísifo quem o diria...
Grande abraço.
Talita
- Não posso lhe contar a idéia, mas você ficara sabendo (sobre ela).
Digamos que seja surpresa, ou algo do genêro. Abraço.
Agradeço imensamente a todos pela visita e considerações.
Nessas partilhas,
vamos juntos
aprendendo um pouco
do muito que ainda nos falta.
Um bjo agradecido...
Paz.
:)
mais um selinho pra você no meu blog, bonita!
beijo.
Primeiro que blog lindo, é um prazer vir até aqui..
As vezes não é bom repetir, essas repetições trazem insegurança, medo,é melhor que sigamos um novo caminho..
boa continuação de escrita
Palavras em vão..
e tem mais outro selinho pra você no meu blog!
beijos, minha querida!
Amor é o que se aprende no limite, depois de se arquivar a ciência herdada, ouvida. Amor começa tarde...
Ah... o Drummond...
Re, bonita, obrigada pelos agrados! Obrigada obrigada obrigada mesmo! Bju.
Juliana, agradeço tua visita! Volte sempre que quiser. :)
Marjorie, bonita, vc veio! Eeeee! Drummond é O poeta/sábio, né. Esse sabia das coisas... Bju!
ahhh, não posso ficar muito tempo ser vir aqui...
encantooo! ^^
Talita,
Volto a sua casa, sem medo e com repetiçâo.
Essa é a nossa vâ filosofia... não sabemos nada. Passamos a vida conjeturando e tentando aprender, principalmente, a ser-mos um pouco mais felizes.
Bjs
Talita,
Não há outorga "de fora" de validade do percurso. Sabe-se que se andou um bom caminhos. Ou não. Para além dos avais externos. A tarefa em si é sua própria recompensa.
Com ou sem aplauso.
Chegando ou não ao "pico".
Beijos,
Marcelo.
Vendo a coisa pelo ângulo do amor romântico (não metas pessoais simbólicas, mas relacionamento entre dois seres), se tiver que romper com tanto, teria de ser outra pessoa para estar junto.
Eu pergunto: quantas vezes vale a pena? Autocontrafação em nome do "amor"?!
Beijos,
Marcelo.
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