1 de dez de 2011

Da perda-que-não-rouba


Ela perdeu.
Não era preciso - nem queria - que lhe dissessem que não-era-isso, se isso distorcia a realidade.
Porque perder não a roubava de si, não lhe tirava o-que-era.
Era isso, e admitir era libertador.
E vê: ainda vive. Senão intacta, ainda íntegra.

t. prates




‎'Então você acha que eu, euzinha, 
vou deixar de amar 
ou levar abraços 
ou escrever uma cartinha colorida 
ou dar um presente e ligar no meio do nada 
ou amarrar nesta árvore um laço de fita 
ou esconder poemas em sua casa 
ou desenhar um mapa na minha barriga 
ou plantar um girassol na janela 
porque você já não me ama mais? 
E o que tenho eu a ver com isso,
se você já não me ama mais?'

[Rita Apoena]

Imagem daqui.

10 comentários:

Poeta da Colina disse...

Imrpotante é um jeito de continuar.

Zilda Mara Peixoto disse...

Olá,Talita.Essa é minha primeira visita ao blog.Vi seu link em outro blog e resolvi vir conhecê-lo.Adorei seu blog e já estou lhe seguindo.Seu blog é muito bem organizado e suas postagens muito bem elaboradas.Te convido a conhecer meu blog e segui-lo também.Aguardo sua visitinha!
Bjs!
Zilda Mara
http://www.cacholaliteraria.blogspot.com

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

ai, minha clarice pós-moderna...

(L)

Fabrício Franco disse...

Poetisa,

A frase final mata. De novo. E outra vez. A cada nova leitura.

E não me canso de morrer, redivivo.

Carol Volpe disse...

Ser intacta é o fundamental. Um dia vamos aprender o melhor da vida.

Amo-te minha querida amiga.

Mundo da Lua disse...

Perder faz parte da vida, pois nos torna humanos =)

Vinicius disse...

Talita, quanto tempo! É bom poder tornar aqui e lê-la depois de tanto tempo! Continuas a poetisa sensível e talentosa que eu conheci! Vim te desejar um ótimo final de semana e matar as saudades das leituras (antes diárias).

Abraço

Adriana Godoy disse...

Talita, gosto de seus poemas. Beijo

Guilherme disse...

Cabia ela ser íntegra, ainda que por vezes se perdesse. Cabia ela ser inteira, ainda que tudo sofresse. Cabia ser ela una, ainda que seu coração todo partisse. Cabia ser ela viva, ainda que sempre morresse. Cabia a ela a plenitude, mesmo que tudo a encolhesse. Pertencia a ela o céu, ainda que no chão caminhasse. Sabia ela bem sobre o Amor, ainda que hoje esquecida.
Isso tudo era ofício da Alma, lembrar que o seu sobrenome também era Vida.

Rebeca dos Anjos disse...

Sobre amar o amor. Sobre amar o amar. Amar é qualidade que está dentro da gente, faz parte da gente. Transformamos em verbo, direcionamos o verbo, somente.

Gostei muito! :)

Bjs

 
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