2 de mai de 2010

Das aprendizagens práticas


Ouve,


é que eu estou aprendendo a ser prática. Desse pragmatismo quase masculino (não estou fazendo um pré-conceito; isso é mesmo um elogio) que relega a um plano subalterno esses sentimentalismos onerosos e pouco saudáveis.
Estou aprendendo a parir força de um estado de semi-dor que, até então, eu tinha como estéril e que descobri ser a terra mais fecunda da minha alma.
Mais astuta que fênix, ouso dizer que tenho aprendido a renascer sem esperar as cinzas.

É que a verdade pode ser resplandecente, ouve! E pode alcançar o mais recôndito de mim e dos fatos: basta eu permitir. Basta eu não me fazer de cega. Ou surda.
Ouço a verdade me sondar. Tu também podes ouvir?

t. prates

>>> Tenho estado muito "de prosa" nos últimos tempos. Como é perceptível, os últimos textos têm um forte teor "catártico", e a prosa me tem sido maior aliada nessas circunstâncias. Espero que a Poesia venha me visitar em breve...

Imagem daqui.

20 comentários:

Lara Amaral disse...

A prosa também faz isso comigo. De toda forma, é sempre bom lê-la =)!

Beijos.

Nydia Bonetti disse...

Eu só consigo fazer isso com poesia, Talita. E a prosa diz sempre mais e de forma mais inteira e intensa. A poesia é sempre tão fragmentada - colagens, mas possui também este teor catártico. Voce e Lara dominam ambas. E de maneira sempre tão madura, para tão pouca idade, que me impressiona. :) beijoos

Franzé Oliveira disse...

Encaixa perfeitamente como comentário...

"Sou homem,
E negar minha natureza humana é uma mentira,
É uma cegueira.

A felicidade é uma eterna busca,
Essência do homem,
A esperança se instaura com ela".

Beijos.

Rafaela Figueiredo disse...

Demócrito se 'fez' cego e não deixou de ser gênio, reconhecendo a Verdade de sua/nossa existência (melancólica)...
no fundo, no fundo, a melancolia é a mais intrínseca canção da verdade - ouve?

amo!

beijobeijo

Lou Vilela disse...

Em prosa ou poesia, é sempre um prazer te ler.

Bjs

Sabrina Cardoso disse...

Tata seus textos são lindos, mas o que acontece que a poesia não anda te visitando? Se precisar estou aqui viu. Amo-te.

Anônimo disse...

eu nao me faço de surda nao me faço de muda e a verdade resplandecente como só ela é, estampa na minha cara em minúcias pra que possa compreender a dureza que é encará-la..mas nao se pode fugir dela nao é mesmo. Mas o que acontece quando a verdade se aprisiona e a mentira domina o chao da realidade...Dor doida essa de amar!!!!

Anônimo disse...

eu sei a verdade mas nao consigo me desvencilhar dessa ilusao: sera que podem me dar uma palavra....??? uma pista...triangulo amoroso ..e a carta fora do baralho sou eu...entao....?

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Adorei!

Patrícia Lara disse...

Olá, Talita!

Maravilhoso seu espaço. E os textos-poemas então... nem se fala!

Não se preocupe com a poesia... ela está em toda parte e, pelo que vejo, vc respira e inspira poesia (até mesmo quando fala em prosa).

Sigo-te!
Beijos

Patrícia Lara

Julio César Carvalho disse...

Permita-se!! essa é a palavra, não?? ("cardápio Mousse Cake... how!")
Lançados no mundo, um de nossos desígnios é aprender; e aprendendo apreendemos o mundo e td o que nele habita! Realidade transformadora e catártica!!
Bom demais!!! Parabéns!!

Gde bjo!!

Renata de Aragão Lopes disse...

Há poesia em sua prosa, Talita.
E eu bem posso ouvi-la...

Faz bem
ao sentimentalismo feminino
provar, ainda que homeopaticamente,
"desse pragmatismo quase masculino".
Um pouco de praticidade.
Umas gotas de lucidez.

E não é que eu, você e Lara
estivemos, recentemente,
a rondar o verbo "parir"? : )

Um beijo, querida!

pablorochapoesias.com disse...

A poesia não te abandonou de forma alguma. Sua prosa é pura poesias. remete a imagens de nós mesmos com a propriedade da poesia. Adorei e desejo que não deixes a áridez do sofrimento fazer-te secar ao orvalho de amar!

Beijos

Paulo Rogério disse...

Quid est veritas? (pausa histórica).
Como descobrir as verdades da vida, do pensamento, do coração?
Talita, o seu momento parece pedir atitude, antecedida de reflexão.
Cada um de nós é desafiado sempre a extrair a verdade das entrelinhas dos acontecimentos... A fonte de erros está nas escolhas equivocadas...
Profundo!
bjo!

Henrique Pimenta disse...

Ousso!

marjoriebier disse...

Sou bicho da prosa, suspeito de qualquer predileção ao gênero - seja pela catarse ou não.

Você é linda, até quando o pensamento dói.

beijos

Maria João disse...

Tanto na prosa quanto na poesia, escreves bem, Talita!
E eu, gosto muito de te ler.

Beijinhos

Marcantonio disse...

Mas a beleza desse texto paira acima da catarse. A poesia aqui apenas faz a muda, troca de pele. Pousou outro-mesmo pássaro.

Foi bom ler isso.

Abraço.

Sr do Vale disse...

nem prosa
nem poesia
palavra do dia no rigor da melodia.

parabéns

p.s.: Cajurú tá no mapa?

Sylvia Araujo disse...

Prosa poética é um pouco de cada. Você tem sorte de ser duplamente visitada. ;)

 
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