31 de jul. de 2009 21 Declarações de outras almas

Do dedim de prosa


Eu: Ele deu uma sumida, cumadi...
Cumadi mineira: Eeeee Valdivino*, bagre ensaboado!
Eu: Pois é... agora: o que fazer com um bagre ensaboado?! Alisar ou deixar escorrer? Ooooo, gente!
Cumadi mineira: Come, uai!
Eu: (...) Bagre tem espinho?
Cumadi mineira: E o que nessa vida que não tem, né, cumadi...
Eu: ...

*Pseudônimo tosco-mas-carinhoso.
** Essa conversa aconteceu há alguns dias, via mensagem de texto (sms).
*** À Flávia Tchê, cumadi de Uberaba-que-mora-em-Ribeirão-Preto... (rs), amiga até nas madrugadas insones.

#bjomemandaSms
#bjomeliga
#bjometwitta
30 de jul. de 2009 24 Declarações de outras almas

Do recesso




Sim, Adélia.
De vez em quando
eu também só vejo pedra
na pedra.
A pedra denotativa,
denotativos: a angústia, a solidão,
a espera, o cansaço.
Farei como Amélie:
juntarei as pedras no bolso
e me divertirei com elas.
T. Prates


"De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo."
Adélia Prado
27 de jul. de 2009 30 Declarações de outras almas

Do parto poético (ou da metalinguagem)



Meu processo de criação quase nada tem de homogêneo - nada mais natural, haja vista a heterogeneidade da minha alma!
Digamos que ele tem características esquizos e instáveis.
Na ausência de normas rígidas, relato algumas pequenas constantes:

#Minha criatividade é sempre maior em momentos de angústia. Sei que isso vale para muita gente, e vejo como uma grande dádiva o fato de termos a escrita para lidarmos com esse estado demasiado humano (talvez o "mais" humano...).
Também escrevo em momentos bons, é claro. Mas a finalidade (ou causalidade?) acaba sendo outra: no primeiro caso, catarse e elaboração; no segundo, partilha e coroação.

#Dos instrumentos:
Papel e caneta: sempre!
Somente depois disso meus poemas ganham outras formas de existência.
(Engraçado que, vezes raras, quando escrevo no computador ou celular, enquanto não passo para o papel, o poema me parece impessoal e alheio. Vai entender... (tenho explicações, claro, mas isso fugiria ao tema principal desse texto.))

#Das situações:
A maioria deles nasce naquele solitário e, tantas vezes!, atormentado momento em que, cabeça no travesseiro, os pensamentos revisitam preocupações, anseios adiados, contas por vencer, compromissos para não serem esquecidos, dores acumuladas, alegrias memoráveis e sabe-se-lá quantos devaneios aí nos visitam...
Minha poética costuma funcionar nesses instantes que antecedem o descanso do sono e o alívio (ou não! rs) dos sonhos, talvez como conclusão de um dia produtivo, talvez como oração para anseios ainda não realizados.

(Interessante o que me ocorre agora: como penso nos poemas como oração... "Oro" com eles, neles, e para eles. Mas eles encerram em si mesmos a própria mística, sem pretensões transcedentais... (ah, minha fase inquieta, herege e materialista... tema para outro texto. Rs)

(Estou me estendendo e não gosto de textos longos para o blog... Hunf!)

Mas quantas vezes também eles não nascem no meio da rua, a caminho do trabalho, no trabalho, no carro à espera de um sinal verde, no meio de uma aula de filosofia grega, depois de uma conversa que tenha dilacerado (oh, exagero!) meu coração?!
Rebeldes, eles não escolhem lugar para serem paridos.

Era isso.
Não quero mais escrever... rs.
Agradeço a paciência de quem percorreu os olhos até aqui.


PS:
1) Partilho questões e impressões muito pessoais. Não quero que soem como arrogantes expressões como "meu processo de criação", "meus poemas", "minha poética". Apenas falo de mim, sem maiores pretensões, tendo a partilha como principal intenção. :)
2) Escrevi esse texto seguindo sugestão da Kenia, do Poesia Torta.
25 de jul. de 2009 20 Declarações de outras almas

Das partes a e b

a.
Eu queria um poema
que fosse profético.
E que com palavras mágicas
te trouxesse pra mim.

b.
Talvez eu te assuste
com a minha pressa
de querer amar.
Talvez eu me assuste,
caso o teu querer
não seja o de ser
o descanso* que eu procuro.

T. Prates


* "Pode ser assim:
você pra mim?!
Já cansei de andar...
Procurei o meu descanso até te encontrar."
(1+1, Banda Shemah)
Na dúvida entre os poemas,
resolvi postar os dois.
23 de jul. de 2009 6 Declarações de outras almas

Do parêntese


É, pois é.
Como eu disse em um post anterior: eu não tenho cura. Rs.

Quero fazer um parêntese nos posts poéticos, e indicar um filme, pode ser?
Ele já é até um pouco antigo (2007), muitos de vocês já podem ter assistido (eu mesma já vi há algum tempo), mas é tão lindo. Tão.
Depois de Amélie, arrisco-me a dizer que é meu "segundo" favorito. Rs.
E as canções?! E as canções, meu!!!
Por favor, assistam! rs. Vale a pena DEMAIS.


Deixo também o vídeo da música Falling Slowly, vencedora do Oscar de Melhor Canção.



Para ver a tradução, clique aqui.

Bom,
nos encontramos no próximo poema.
:D
 
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