10 de out. de 2010 0 Declarações de outras almas

Do inVento

invento um
   vento que sopra embora as cinzas dessa dor
                           embora as cinzas dessa dor
sejam o ponto de partida dessa força que me
                                             força a seguir e a me
re-inventar nas idas e vindas desse poema dessa

                                vi(n)da que não para e por vezes me
que-
      bra e faz pe
                     da
                     ços com os quais monto
mo sai cos
                                                        cos mo sai
                                                        sai cos mo

e que, apesar da aparência es   /   qui   /   zo
me trazem algum sentido
(o sentido!, meudeus)
e consigo descobrir na des-ilusão os pedaços de verdade que eu tanto procuro.
e sigo.
   sempre avante
                             sempre avante
                                                       sempre avante
                                                                                  sempre avante
5 de out. de 2010 0 Declarações de outras almas

Do varal



(...)
quem sabe um dia, talvez,
nossas roupas outra vez
se encontrem num varal
lavadas,
passadas,
penduradas,
perdoadas...
(...)


Esse vídeo foi editado por mim, com uma canção que me emociona muito - O varal, de autoria de um querido amigo-mineiro, Marinho San, e Sandro Livahck.
Espero que vocês também gostem.

Um abraço,

TP.
22 de set. de 2010 0 Declarações de outras almas

Do prelúdio para acordar sapos (e sapas)




bem te quis
quando era uma vez.

(bem me quis
de rainha do rei.)

mal te quis
quando tua veste de gala ruiu.

(mal me quis
quando meu castelo de areia caiu.)

mal te quero
por te fingires príncipe, se sapo.

(mal me quero
quando o espelho mente, e me calo.)

bem te quero
em um reino de mim tão distante.

(bem me quero
quando guardo esse livro na estante.)

t. prates

Imagem: Masha Maklaut
20 de set. de 2010 0 Declarações de outras almas

Dos uais-sô




umedeço o olhar nos teus horizontes
absorta no belo das tuas bordas e gentes,
inundada do teu jeito manso/feroz de ser

e : contigo.

Para os belorizontinos
(dessas Mulheres com Éme-Maiúsculo)
e Pedro Paulo
(desses 'mineirins dos mais doces!).

t. prates


Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar,
do igual o igual, desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo.
Só isto, quase; e os todos sacrifícios.
Ou - amigo - é que a gente seja,
mas sem precisar de saber o por quê é que é."
[Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas]
11 de set. de 2010 0 Declarações de outras almas

Do primeiro livro a gente nunca se esquece

Eis que do projeto/espaço voltado à poesia feminina, Maria Clara: simples mente poesia, nasce o nosso livro coletivo, organizado por Hercília Fernandes, cujo objetivo central é evidenciar a literariedade contida na diversidade dos universos femininos que habitam o Maria Clara: simples mente poesia.
O livro foi publicado pela Editora LivroPronto, de São Paulo.





maria clara
uniVersos femininos


Várias Autoras
Org.: Hercília Fernandes

Prefácio:
Ana Santana Souza de Fontes Pereira

Apresentação:
Hercília Fernandes

Capítulos:

I - Adriana Godoy
II - Adriana Riess Karnal
III - Hercília Fernandes
IV - Lara Amaral
V - Lou Vilela
VI - Maria Paula Alvim
VII - Mirze Souza
VIII - Nina Rizzi
IX - Renata Aragão
X - Talita Prates
XI - Úrsula Avner
XII - Wania Victoria

Posfácio:
Nina Rizzi

Editor Responsável:
João Antonio Carvalho

LivroPronto Editora
São Paulo-SP


Para compartilhar dessa grande conquista minha-nossa, venha comigo por aqui, por favor, ou envie-me um email (taprates@gmail.com).

 
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