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| imagem: time manager |
e o mesmo se repete.
de novo, o de novo
- que de novo só traz o nome
, desgastado no rolar do retorno.
quisera eu encontrar o vão
onde se escapa da redundância
dos atos falas ideias afetos e fatos
e ter, a cada novo tempo
uma ação,
um dizer,
um pensamento,
um sentir,
e fatos - novos
que me salvem da sensação usual
de que toda repetição
é em vão.
t. prates
"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!". (...) a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir!"
[F. Nietzsche, em A Gaia Ciência]








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